19 de mar. de 2013

Since you love me 1

                                          
                                                     

   Hoje não resisti me cortei de novo, eu sei que não posso ficar fazendo isso, mais a dor dentro de mim é maior que eu mesma... Bom tudo começou hoje de manhã, quando eu acordei aqui no internado de Atlanta, tava tudo bem até a hora do café da manhã, pois é, eu estava lá tomando meu lanche quando uma menina novata esbarra no meu braço, fazendo o meu café se derrubar sobre mim, eu claro que fico muito brava, pois já estava toda nervosa com tudo oque estava acontecendo, eu comecei a bater boca com ela, e ela a me responder.
- Qual é o seu problema menina? Não me viu aqui? - Disse começando uma discussão -
- Vai se ferra menina, foi sem querer! E não, não te vê aqui!
- Vagabunda. Como assim, sou invisível por acaso, caralho?
- Pra mim é. - A menina desconhecida, disse me provocando -
 Eu como ainda estava sentada na mesa,  me levanto e fico ao nível dela. Me aproximando ela me empurra, e como nesse dia não estava para brincadeiras e sem paciência, eu a empurrando mas bem mais forte, e ela cai no chão voltando para cima de mim. Começamos á nós bater e puxar cabelos umas das outras. 
Nessa altura, todos que estava no refeitório, estava prestando atenção em nossa "briga", e começaram á se manifestar, coisa tipica de escola. Todos gritando "Briga! Briga!...".
Como toda a bagunça já estava muito alta, esperávamos que alguém da direção do internato chegasse á qualquer momento. Dito e feito.  
 - Oque esta acontecendo aqui? - A inspetora do internato, apareceu nós separando -

Todos ficaram em um silêncio súbito.
- Vamos quero respostas - A inspetora insistia novamente, mas não havia recebido resposta - Ok, todos vão mesmo querer perder o intervalo?

Nesse instante, um menino que podemos considerar um "x9", contou para a inspetora oque estava acontecendo, ou seja da minha briga com a novata. Ela apenas nos olhou com a tristeza no olhar, e pediu que nos a seguíssemos.
Assentimos e á seguimos, passamos pelos grande corredores do internato, e enfim chegamos a diretoria, onde ela apenas pediu que sentássemos nos bancos de espera. A menina pelo qual eu estava brigando, sentou em minha frente, e como eu não queria nem olhar para a cara dela, sentei no banco oposto, assim ficando do lado de um menino. 
- Oi. - Disse sem graça ao menino ao meu lado, tetando puxar assunto -
- Oi, - Ele respondeu seco, e nesse momento vi que ele não queria conversar, então me encostei na poltrona e fitei o teto. - Tudo bem? 
- Sim, e você? - Vi agora, um interesse da parte dele, em conversa - 
- Tudo.. Porque está aqui? 
- Porque, uma vadia queria arrumar confusão. - Olhei para a menina em nossa frente - 
- Ah entendi... Você pode me falar que horas são? - Assenti e puxei meu celular do bolso da calça, e quando iria falar a hora pra ele, fui interrompida - 
- Vamos (SN), a diretora está esperando... - Me levantei, e fui para a diretoria - 

Dentro da sala dela, expliquei o porque da briga e estava rezando para que ela me liberasse pois não estava com cabeça para nada. Graças á Deus, assim ela fez, entendeu meu lado, e pediu para que eu saísse da sala. 
Quando sai da sala, o menino não estava mais lá, então como o intervalo já tinha acabo eu teria que voltar para meu quarto. Assim que entrei, vi em cima da cama uma carta, abri a mesma sentando na cama e comecei á ler.

"Oi (Seu nome aqui), ta tudo bem aê? Aqui é a Fernanda, então eu sei, quem todas as cartas, quase nenhuma, são noticias boas, me desculpa, mais na verdade ultimamente não está tendo noticias boas... Essa semana, o pai e a mãe ficaram drogados de novo, e o pai bateu na mãe, ela está bem relaxa, mais o pai foi preso, sim pelo terceira vez no mês, e agora eu to sem dinheiro, e infelizmente  não vou poder pagar a fiança... Ele vai ficar lá, ate eu conseguir alguém dinheiro pra tira-lo de lá, sabe me desculpa, não te escrever mais, é que eu não estou tento tempo... Ah outra má  noticia, sabe aquela herança na conta bancaria da família ? Então eu fui lá para ver o quanto tinha, e na verdade não tem mais nada! Sim estamos pobres... A  mãe e o pai deve ter tirado tudo pra sustentar o vicio, mais fazer oque, agora tudo já esta feito... Não temos, mais nenhum dinheiro, somos uma família totalmente falida agora. Bom eu espero poder escrever mais pra você, beijos te amo irmã <3"

Como assim meu pai estava preso? E a herança da minha família? Já não basta todos os problemas da minha vida, agora isso? 
Comecei a chorar com tudo oque estava acontecendo comigo, não sabia oque eu tinha feito para merecer isso. Como no começo do dia, esse não iria terminar diferente, eu estaria me cortando... Era a única maneira, que eu poderia me livrar de tudo isso, da dor que estava dentro de mim. A gilete percorria me pulso enquanto as lagrimas escorriam em meio ao meu rosto. Eu estava cansada de tudo, eu precisava de ajuda... 
Depois de tudo isso, de todo esse sofrimento, com a minha "amiga", eu resolvi ir tomar banho. Enquanto estava limpando meu corpo, escuto alguém bater na porta, então desligo a torneira, e me enrolo em uma toalha, colocando também umas faixas em meus pulsos para disfarçar os cortes horríveis...
Sai do banheiro, e fui caminhando até a porta, e a abri.

- Oi... - Olhei para a pessoa e me espantei - Oque você quer aqui?




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